segunda-feira, 23 de julho de 2012

não olharão você nos olhos, nem peguntarão se está bem. não darão as mãos, nem oferecerão auxílio.
não chamarão você pelo nome e nem ao menos se interessarão pela sua família.
você nasceu nesse mundo. que corre contra uma invenção chamada tempo, com seres imaginários chamados deuses, com ideologias mofadas chamadas morais.
quando criança você foi inocente para saber ser feliz.
hoje, você busca a felicidade em uma festa, em uma bebida e no dinheiro.
tudo que normalmente não se dá no quotidiano, se dá em festas e afins.
olhares: jamais. dar a mão: nunca. no entanto, em nome da liberdade damos beijos voluptuosos, damos nossos corpos, damos nossas palavras de falso carinho e sorrisos ensaiados.
nossa sociedade e nosso corpo em simbiose perfeita!
ruim? bom? quem julga aquele que se porta como queremos que ele se porte?
você se tornou tão imparcial que isso já se tornou partidarismo.
não notamos o que fazemos... não notamos a quem fazemos!
e quando um dia a espiral acaba, e é o fim, o que foi feito de você, que correu e fez o que disseram?
e quando

2 comentários:

Pedro Luiz Da Cas Viegas disse...

E quando acusarem a arte pura de politicamente engajada? Ou estaremos todos irremediavelmente engajados nesse jogo sórdido?

Pedro Luiz Da Cas Viegas disse...

"Você se tornou tão imparcial que isso se tornou partidarismo" . Simplesmente genial.