sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

raridades

me agradam as pedras mais raras, as que têm as cores iluminadas e iridescentes...
me agradam os suspiros mais profundos e sinceros arrancados nas noites quentes do verão...
gosto das palmeiras mais esguias, coroadas de côcos verdes, saudando as nuvens...
gosto das vertigens provadas em teus olhos negros como um abismo misterioso.

e por buscar raridades, como você, andei sempre só,
comigo mesmo, cismado em minha voz,
encerrado em meus sussurros, calados de dor,
e caminhei sempre em lugares planos e retos.

já não quero mais planícies por serem fáceis,
já não quero estar em mim,
não preciso buscar mais raridades:
já as tenho bastantes.

quero você, apenas,
por ser todas as raridades em uma só:
a Opala, o Suspiro, o Verde, o Abismo,
- me basta a raridade que é você.

Um comentário:

Pedro Luiz Da Cas Viegas disse...

A raridade não está no frasco e sim na essência. Parabéns. Excelente poema.